Sobre Tamareiras:

Adaptação no Brasil

O pesquisador Manoel Abílio de Queiroz, doutor em melhoramento de vegetais, conta: "Uma boa surpresa foi a adaptação da tamareira. Aqui no sertão ela começou a dar frutos com quatro anos depois de plantada. No Oriente Médio, isso acontece aos oito anos", revela Queiroz.

Segundo ele, se a pesquisa da tâmara tivesse sido considerada prioritária desde o começo, hoje ela já estaria sendo colhida e comercializada. "Até hoje, recebo telefonemas de redes de supermercados de São Paulo e Rio de Janeiro interessados em comprar o que nem existe ainda", brinca o pesquisador.
Fonte: ANBA

Machos e Fêmeas

Planta dióica, apresenta flores masculinas e femininas em inflorescências de plantas diferentes. Assim, só as palmeiras fêmeas produzem frutos, polinizados pelo pólen fornecido pelos machos.

Caraterísticas

tamareira A tamareira ou datileira (Phoenix dactylifera) é uma palmeira extensivamente cultivada pelos seus frutos comestíveis, as tâmaras. Devido a ser cultivada desde há milénios, a sua área natural de distribuição é desconhecida, mas será originária dos oásis da zona desértica do norte de África, embora haja que admita uma origem no sudoeste da Ásia.

É uma palmeira de média dimensão, de 15 a 25 m de altura, por vezes surgindo em toiça, com vários troncos partilhando o mesmo sistema radicular, mas em geral crescendo isolada. As folhas são frondes pinadas, com até 3 m de comprimento, com pecíolo espinhoso e cerca de 150 folíolos. Cada folíolo tem cerca de 30 cm de comprimento e 2 cm de largura. Fonte: Wikipedia (port.)

Classificação Científica

Botanica Reino: Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Liliopsida
Ordem:Arecales
Família:Arecaceae
Género:Phoenix
Espécie:P. dactylifera
Nomenclatura binomial: Phoenix dactylifera L.
Fonte: Wikipedia (port.)

Adaptação no Brasil

A tamareira foi introduzida no Brasil a muitos anos porém poucos foram os estudos sistemáticos realizados com esta Cultura. O primeiro registro de introdução da tamareira no Brasil, data de 1928 quando alguns materiais foram introduzidos em São Paulo e alguns estudos foram realizados na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, onde foram originadas algumas variedades.
No nordeste do Brasil a tamareira foi introduzida em projetos públicos de irrigação, entretanto muito poucas informações sobre a cultura foram coletadas, embora se saiba que, foi nesta região onde as plantas apresentaram resultados mais promissores.
No início da década de oitenta, o Centro de Pesquisas Agropecuárias do Trópico Semi-Árido e o Centro Nacional de recursos Genéticos, ambos da Embrapa, introduziram tamareiras originárias da África e dos Estados Unidos, cujos plantios foram instalados na Estação Experimental de Bebedouro em Petrolina-PE. Uma grande parte destas plantas eram originadas de sementes, resultando em um grande número de indivíduos com características genéticas diferentes da variedade original, entretanto, um outro grupo de plantas originadas de rebentos, apresentam as características genéticas das variedades originais.

Propagação

plantando

A tamareira pode ser propagada de várias formas. Cada método tem pros e contras:

Por semente: Tem a vantagem de ser a forma mais econômica e rápida para se obter uma ou várias plantas.
A desvantagem é que assim devemos obter igual quantidade de plantas femininas e masculinas, estas pouco interessantes desde o ponto de vista produtivo. Também não temos certeza de que a planta obtida vai produzir tâmaras semelhantes à aquela da qual obtivemos a semente, isso por interferência da carga genética proveniente do ‘pai’.

Por rebentos: Esta é a forma mais conveniente de propagação de uma palmeira que produz frutos exemplares.
As plantas assim obtidas conservam todas as características genéticas da matriz (a 'mãe'), dentre elas o sexo e o tipo de tâmaras que produza.
O inconveniente é que no Brasil o comercio de rebentos apenas está engatinhando (como toda a produção de tâmaras).

Por cultivo de tecidos: Esta forma de propagação é a mais apurada e já se encontram empresas que comercializam mudas obtidas mediante esta técnica.
Estas empresas atendem o mercado árabe e norte-americano por serem os que possuem maior poder aquisitivo. Além de serem clones da planta matriz, estas mudas estão livres de vírus e doenças.

Curiosidades

Como já mencionado, existem tamareiras fêmeas (que são as mais apreciadas por produzir os frutos que nos interessam) e também tamareiras macho indispensáveis para polinizar as flores das fêmeas mas que são pouco interessantes desde o ponto de vista produtivo.

Ainda que seja necessário ter pelo menos um macho para fecundar as flores femininas, este não precisa estar junto da fêmea para fecunda-a. O vento é capaz de levar o pólen a grande distância. Cita-se o caso de na Itália de uma tamareira feminina ter sido polinizada com o pólen proveniente da planta masculina situada a 75 km de distância.
Na cidade de Irecé (Bahia) uma tamareira produzia frutos com o pólen de um macho localizado no povoado de Angical, a 11 km de distância.

Plantando no nosso jardim

Jardim Colocar uma tamareira no nosso jardim ou quintal pode ser uma ótima opção para embelezar o conjunto, valorizar a propriedade e, de quebra, comer deliciosas tâmaras.
A vantagem de obter uma palmeira já adulta reside no fato de poder escolher o sexo da tamareira e já conhecer o tipo de frutos que vai produzir. No sul da Flórida e Califórnia esta prática é muito comum e existem diversas empresas que fornecem as palmeiras e toda a logística necessária.
No Brasil este mercado é incipiente mas já podemos encontrar fornecedores de palmeiras e know-how.

Planejando um pomar maior

Plantacao

Texto em redação